Desabafar deixou de ser uma forma de aliviar meus maus sentimentos. Tudo isso, porque nem sei mais, ao certo, as causas que me deixam assim. Sei, apenas, que sinto uma tristeza muito grande e que me desespera!
Bom, sempre fui uma menina muito querida, que atraía muita gente pra perto, seja por amizade ou por outro tipo de interesse. Isso, porque eu era alegre, sociável, comunicativa e o meu físico não era dos piores. Tudo isso, até minha história com o meu atual namorado.
Ele era o meu melhor amigo que se interessou por mim por conta do meu exterior e, também, por confiança, vez que ele nunca havia beijado ninguém. Eu já estava interessada nele desde a primeira vez em que o vi, há 3 anos antes de ficarmos pela primeira vez. Começamos a namorar, mas tínhamos alguns impasses. Como nós éramos jovens de 14 anos e nossos pais eram rígidos enquanto a nossa criação, nos víamos pouco. Nossa relação era à distância. Esse foi um grande impasse! Assim, estabelecemos vidas diferentes: ele, recatado (desde que saiu da escola em que estudávamos, não conseguia se sentir feliz na atual escola) e eu, cheia de amigas e amigos! Vira e mexe, tinha alguma festa de 15 anos pra eu ir. E eu ia! Com muita responsabilidade, claro: sendo fiel ao meu namorado (sempre o amei e respeitei muito), afastada de álcool e tudo mais. Ia pela companhia das minhas amigas. Aliás, ia mais pela minha melhor amiga (ou ex-melhor amiga? :s). Também, costumava passar alguns finais de semana na casa de uma outra amiga que era muito próxima de mim… E, assim, ele se sentia inferiorizado. Só sei que passamos um ano nessa história, até terminarmos pela primeira vez. Eu dei o primeiro passo, porque estávamos passando por uma fase muito delicada: ele era muito ciumento, os pais dele eram empecilhos na nossa relação, ele não era esforçado em relação a algumas coisas e não seguia os meus conselhos… Enfim, eu estava um pouco cansada de tudo aquilo! Mas, apesar do término, não me mantive longe. Estávamos sempre nos contactando, conversando… Ele sofreu muito por minha causa, sentindo a minha falta e eu também, mas não voltava porque não queria continuar a sofrer. Um mês depois, reatamos!
Os problemas, entretanto, perduraram. Isso me obrigou a tomar a mesma providência novamente. Ele entrou em um processo de depressão, mas continuei o apoiando (apesar de que, na visão dele, não fiz absolutamente nada, apenas fui a algoz). Passamos um longo período afastados, até que eu troquei um beijo com outro menino. Não sei o que tinha na minha cabeça: primeiro que eu nunca gostei dessa história de beijar qualquer um e segundo, porque gostava muito dele. No fundo, estava me sentindo só e não sabia se voltar seria uma boa… o problema é que um beijo foi suficiente para eu retomar meu pensamento de que a minha vida sem o meu namorado não valia a pena. Resolvi, então, uma semana depois, voltar! Mas, ele estava muito magoado pelo que eu fiz (não tiro a razão). Decidi, a partir dali, ser a melhor pessoa possível. FOI AÍ QUE A MERDA DEU!
Me afastei de TODO MUNDO e viver só p ele, literalmente. Até porque, já estava muito desmotivada com algumas amizades, pois algumas me decepcionaram demais com fofocas ao meu respeito, dentre outras coisas bem piores. Foi a partir disso que comecei a me isolar, me tornar fechada. Quando mais isolada, mais sentia que estava mudando meu jeito de ser. Mas, nós dois estávamos próximos, e ele me bastava! NUNCA FUI TÃO FELIZ! Só sei que no meio do ano ele começou a mudar, ficar frio… Uma pessoa muito confiável disse que ele estava pensando em ter a primeira vez com outra pessoa (sou virgem ainda porque acho que esse tipo de coisa deve ser feita com confiança, segurança, tranquilidade… Minha mãe engravidou com 17 anos e eu não queria repetir a história) e que estava comigo porque eu era “bonita” e fazia vista pra ele… A partir dali, passei a desconfiar de todo mundo e sofrer com a frieza. Descobri que ele ficava vendo, freneticamente vídeos de mulheres nuas, que ficava olhando pra meninas conhecidas nossas e desconfio que ele me falta com respeito de longe. Fiz até um teste: pedi pra um menino que nem é tanto meu amigo falar de mim de forma grosseira, fazendo referência ao meu corpo e ele deu ibope. Agiu como se eu não fosse a namorada dele! Parecia um moleque falando de uma menina qualquer… Isso me deixou hiper decepcionada! Mas, se reclamo com ele, ele diz que sou dramática. Enfim, não releva meus sentimentos, sabe? :s Só de falar isso já começo a chorar…
Foi assim que comecei a me deprimir. Desde então, ele oscila: horas é bom comigo, horas é frio, finge que não existo… Ele mudou bastante e eu também. A diferença é que ele cresceu e eu decaí: engordei, me isolei, fiquei mal humorada, não sou mais engraçada, sou anti-social… Mas, o pior de tudo é que não acredito mais nas pessoas! Sem contar que a minha relação com minha família é bastante conturbada, que minha avó (é com quem moro) está com uma idade avançada e passando por sérias dificuldades financeiras…
Poxa, sinceramente, não sei como me livrar dessa angústia! Ainda mais agora que um vestibular público se aproxima e eu não consigo estudar, sendo que preciso passar, porque minha família não tem condições de pagar uma faculdade particular…
Já pensei em tirar a minha vida, mas, como sou espírita, sei que sofreria bem mais. Deus nos deu a vida para que façamos dela o melhor, sendo bondosos, sensatos… Estou agindo como se estivesse desafiando-o e jogando fora o que ele faz por mim. Mas, não é isso! Me sinto mal mesmo… :/