Sou formado em Engenharia há 2 anos e meio, estudei no exterior e terminei a minha pós-graduação, pedi as contas na empresa na qual estava e procuro emprego na minha área atualmente.
Sempre me preparei para me qualificar profissionalmente.
Fico pensando se eu escolhi certo a minha profissão pois não “vivo” o meu trabalho como sempre desejei e busquei, assim como acontece com a maioria dos meus colegas.
Nos empregos anteriores acontecia comigo aquilo do que nós brasileiros chamamos de sobrevivência, trabalhava de seg. a sex., e por diversas vezes de seg. a seg. quando chegava o fds que não ia trabalhar era uma rápida sensação de liberdade e logo no domingo já chegava o desânimo, isso era um ciclo rotineiro, no qual me trazia uma sensação de limitação, e que o resto da minha vida até a minha aposentadoria seria assim, monótona, que no máximo conseguiria ter uma vida classificada como média em SP.
Não sei se é a empresa que eu trabalhava que “plantava” isso em mim, ou se é a profissão.
Meus colegas que se formaram comigo atualmente buscam apenas o desenvolvimento na carreira, atropelando e vivenciando apenas as questões profissionais, ou seja na faculdade conheci amigos e agora são pessoas que são apenas as suas profissões, buscam salários melhores, oportunidades, cursos, coaching, realizar o Networking (que na minha opinião é uma forma sincera de amizade por interesse), isso resulta em um esquecimento do que elas são, os valores pessoais como hobbies, personalidade e gostos pessoais são esquecidos e moldados de acordo com as exigências do mercado.
Nem vou mencionar a classe da Pós-Graduação que pessoas falavam que se matricularam no curso apenas para fazer contatos.
Toda essa agressividade da geração X e Y é para chegarem e atropelarem todos e se desenvolverem em uma carreira, visando apenas status e riquezas, não importa pessoas e velhos amigos que não agregará nada na profissão dos mesmos, atitude corriqueira no mercado de trabalho de formandos em diversas áreas.
Ai eles trocam o carro, compram apartamentos, e ficam se orgulhando por conquistarem bens materiais e se invejando quando um tem algo melhor que o outro.
Vira uma competição aonde o melhor é o que tem mais dinheiro.
Essa ganância toda (que por muitos são vistos como saudáveis) elimina o verdadeiro sentido da amizade e do companheirismo humano.
A geração Y não perdoa, passa por cima se for preciso, pisa em cima, muitos preferem a carreira do que a família, amigos, mulher ou o marido.
Maldito valor profissional.
obs# Tenho raiva desses processos longos de estágio e trainee no qual já fui aprovado quando estudante, como é hipócrita essas seleções, por um lado cômico por tantos jogos de palavras, aonde alguns são falsos líderes desesperados por uma pequena atenção e análise mentirosa por uma examinadora que pensa que é exemplo de julgar candidatos e suas competências em um curto tempo.