Bom, tenho 23 anos e já viví a vida de uma pessoa de 35 anos, pelo menos é o que todo mundo fala para mim, pelas inúmeras experiências que já passei, vivi e ví desde criança.
Sempre estive ao lado do meu pai, largou o banco em que trabalhava há 14 anos como chefe do RH para se empenhar na igreja, e então me dispus a ser o braço direito dele, ele nunca foi um homem de elogiar ninguém, e sempre conseguia fazer coisas impossíveis para o impressioná-lo, conseguia até, mas ele nunca me disse algo como: “isso ficou bom!”, só olhava e ia embora, mas podia ver em seu olhar que eu o tinha impressionado, e isso me deixava feliz!
Mais o que isso tem haver com desabafo? Esse desabafo não tem nada a ver com meu pai, mas sim o que eu fiz de mim no decorrer desse tempo. Passei toda minha adolescência e juventude procurando atingir cada vez mais altos níveis de perfeição para impressionar meu pai, quando descbrir que eu me colocando no lugar dele, pensando como ele e sendo um pouco do que ele era poderia assim entender as coisas que o surpreenderia. E Consegui! Cheguei a níveis de perfeição altos, e hoje me tornei uma pessoa compulssíva perfeccioninsta por minha conta e estou casado e minha esposa está grávida.
Bom, cheguei onde queria. Existe algo dentro de mim que não sei o que é, passei tanto tempo me colocando no lugar das pessoas, ajudando pessoas, fazendo tudo o que eu queria que fizessem pra mim para os outros mas nunca isso foi recíproco. hoje me sinto em um mundo só, lutando por uma “vida perfeita” que não existe, lutando pelo casamentdo da minha esposa, digo isso porque só é computado a ela o direito de ser feliz, ter carinho e amor em cima de cobranças. Quem disse que tenho o direito de desejar algo? se eu me atrever em desejar sou um monstro tarado, psicótico, compulsívo sexual, viciádo e egoísta. Parecia que ia ser um casamento perfeito, uma vida perfeita. E é. Pra ela. Entrado mais um pouco em mim posso dizer: Queria não poder existir, já machuquei tanto as pessoas que mais amo da face dessa terra: Deus e minha esposa, errei tanto pra tentar fazer tudo perfeito, tentar acertar, minha identidade perfeccionista. Talvez minha esposa tenha razão, realmente me tornei um perfeccionista egoísta!
Hoje mora uma sensibilidade muito grande dentro mim, ao ponto de querer mais que a vontade de viver, a de não existir! Penso que se instalou dentro de mim até mesmo uma auto-comiseração, mas isto está me matando, não por me deixar levar por ela, mas por realmente saber quem é ela e o que ela me fez ver da vida. Ninguém faria por mim o q eu seria capaz de fazer por alguém. Sem olhar a quem. Vivo uma vida tentando ouvir minha propria voz tentando me enganar, ou seja mentindo para mim e para os outros que: “Graças a Deus está tudo bem!”, “Sim minha esposa, eu sou feliz com você!”, “Tenho uma vida feliz!”, “Tenho um casamento feliz!” mas quando estou só quem eu realmente sou vem á tona e é ai nesse momento que já tive várias vezes vontade de tirar minha vida só para não existir mais no mundo e não incomodar mais ninguém!
Obrigado!