A Riqueza é um conceito relativo e muda de indivíduo para indivíduo.
O empreendimento que leva à Riqueza está ao alcance de todos, desde que os diferentes perfis sejam respeitados. José não é Eike, Gabriela não é Elizabeth II.
Um faxineiro, um motorista de ônibus podem ficar ricos, tanto quanto um presidente de multinacional. E acreditem, nem sempre é mais fácil para quem tem renda muito superior. Vejam a seguir uma visão interessante sobre esse aspecto.
Um indivíduo com um apartamento de R$ 1,5 milhão, uma casa de praia de R$ 800 mil, 2 carros de 150 mil cada, um barco de R$ 400 mil, totalizando um “passivo” de R$ 3 milhões, incorre em duas condições perversas:
Perde patrimônio (desvalorização, depreciação e custo de oportunidade) na ordem de 4% ao ano ( R$ 120 mil);
Precisa de caixa para manter os passivos na ordem de 6% ao ano (R$ 180 mil).
Ele já parte de uma necessidade salarial de R$ 300 mil por ano, só para manter seus passivos.
Ele é rico? Não é possível afirmar, mas é óbvio que consome bens de luxo.
Esse tipo de riqueza liberta ou aprisiona? Deixo para o leitor responder.
Semelhanças e diferenças com o Pai Rico, Pai Pobre
O “Pai Rico, Pai Pobre” é o pai de todos os livros que conceituam riqueza como equilíbrio entre renda proveniente do patrimônio e necessidades de caixa para subsistência. Porém é um livro eminentemente norte-americano. As colocações práticas do livro não se encaixam bem nem em países europeus.
Há duas diferenças básicas entre os livros. A primeira diz respeito à realidade brasileira, que é única no mundo. Nós temos juros ainda altos, o que favorece o rentista, mas atrapalha o investidor alavancado em imóveis e outros ativos.
Nos EUA e no resto do mundo poucos usam renda fixa para evolução patrimonial e aposentadoria, e muitos compram imóveis e alugam imediatamente, conseguindo pagar os juros do financiamento com a renda do aluguel. O Brasil está um pouco longe disso. Entre 8 e 16 anos de distância.
No livro esse “número” que mede a riqueza é chamado de IRP (Índice de Riqueza Pessoal). Ao atingir 100%, o indivíduo poderá falar que é rico, sem receio de estar enganado.
E o mais importante, ele poderá ser rico mesmo morando num bairro mais humilde e consumindo bens e serviços modestos. Riqueza não é consumo. Riqueza não é renda. Riqueza é uma equação que tem como fatores patrimônio e educação financeira.
Estamos na mesma luta, por um país de indivíduos com autonomia e independência financeira.